Li Mu, formado em direção pela Universidade do Sul da Califórnia, conquistou uma indicação ao Oscar em 2023 logo com sua obra de estreia. Antes mesmo de saborear as profundas emoções e tentações desse universo de fama e fortuna, ele renasceu no ano de 2002. Naquele tempo, “Herói” ainda não havia sido lançado e a era dos grandes filmes do entretenimento chinês sequer começara...
Li Mu jamais imaginou que um dia realmente conseguiria voltar no tempo. Ele ergueu o olhar para o portão da Academia de Cinema de Pequim, enxugou os olhos e deixou os pensamentos vagarem, recordando-se de certas coisas.
Lembrava-se de quando estava cheio de ambições, recém-formado pela renomada Escola de Direção de Cinema do Sul da Califórnia. Seu filme de estreia fora indicado a quatro Oscars. Preparava-se para realizar grandes feitos, ansioso por retornar ao país e aproveitar a vida, já carregando o brilho dourado de quem triunfou no exterior. Voltar ao lar, esperava ele, seria um caminho de vento em popa, pronto para contribuir com o cinema chinês e contemplar de perto o esplendor onírico de sua terra natal.
Jamais poderia imaginar que, durante a festa de comemoração, acabaria bebendo demais e, ao acordar, teria regressado aos dezesseis anos.
Já que o destino o trouxera de volta, desta vez não partiria para o país das oportunidades. Em sua vida anterior, os roteiros e romances que leu durante os anos de estudo em direção já seriam suficientes para que ele navegasse com destreza pelo universo do entretenimento.
Nesta nova existência, havia ainda uma coisa, não tão grandiosa, mas que ele julgava essencial realizar.
No segundo ano do ensino médio, escolheu sem hesitar o caminho do vestibular artístico. Os pais estranharam um pouco, mas não disseram nada. Sempre houve liberdade em casa e dinheiro nunca faltou, então deixaram que Li Mu seguisse seu próprio rumo.
A família de Li Mu não era de grandes magnatas, mas também nunca passou por