Dizem que o destino é como um rio que finalmente encontra o mar, impossível escapar da vontade dos céus. Poucos percebem, porém, que os grandes homens enfrentam a correnteza e traçam seu próprio caminho. Uma cobrança de empréstimo com juros exorbitantes tornou-se o evento que empurrou um jovem inexperiente para o cruzamento decisivo de sua existência. Diante das ironias do destino e do peso sufocante da vida, ele escolheu erguer-se, desafiando tudo com coragem e dignidade. Jurou, com a altivez de toda uma vida, construir um esplendor incomparável. Não teme as ondas sanguíneas do mundo obscuro; enquanto ao seu lado estiverem irmãos de fé e coragem, este mundo jamais será grande o bastante para fazê-lo se curvar.
No auge do verão em junho, o sol queimava intensamente o nordeste do país.
Cidade de L, Rua Xinshui, mercado de agricultores.
Eram duas da tarde quando, dentro de um pequeno restaurante montado sob um telhado de zinco, Yang Dong observava à distância os comerciantes atarefados do mercado, com um cigarro barato preso entre os lábios, sentado em um banquinho de plástico atrás do balcão, aguardando a saída dos últimos clientes.
Aos vinte e três anos, Yang Dong era um rapaz de feições bem delineadas, com sobrancelhas grossas e olhos brilhantes. Sua altura de um metro e oitenta, combinada à pele clara, lhe conferia um aspecto especialmente vigoroso. Não fosse o avental ensebado amarrado à cintura, ninguém o associaria àquela modesta birosca onde trabalhava.
Enquanto terminava de fumar, os clientes terminaram a refeição e se prepararam para ir embora. Assim que percebeu o movimento, Yang Dong apagou o cigarro e levantou-se sorrindo:
— Estava bom, senhor Yu?
— Sim, a comida estava ótima — respondeu o cliente, um homem de meia-idade, sorrindo e tirando a carteira do bolso. — Quanto foi?
Yang Dong lançou um olhar para a conta sobre o balcão e sorriu abertamente:
— Oitenta e sete, mas pode deixar oitenta!
O senhor Yu tirou uma nota de cem e a colocou sobre o balcão:
— Fique com o troco, compre um cigarro para você.
— Senhor Yu, eu sei que vocês têm refeitório de graça na empresa, mas mesmo assim sempre vem aqui me prestigiar. Isso já é mais do que suficiente — disse Yang Dong, tirando vinte reais do caixa e estenden