[Próximo título: “Viajar com um Chefão de Volta aos Anos 70”] Qi Yingxue deveria ter se casado numa família poderosa, mas, por ter sido armada por alguém, acabou tendo um envolvimento com Ji Yan, que na época era apenas um chefe de captura. Seu pai, sem saber o motivo e com pena dela, espancou Ji Yan até quase matá-lo. No instante em que Ji Yan estava com o último suspiro, ele de repente mudou de destino e se tornou um oficial de quarto escalão na capital, por ter salvo o soberano. Quando a família Qi achou que iria sofrer as consequências, o soberano não perseguiu a culpa; apenas ordenou que os dois se casassem em breve. As duas famílias, então, concordaram em primeiro assinar um acordo de separação e, passados três anos, divorciar-se. Meio ano após o casamento, ela sonhou que era uma personagem secundária de um folhetim, além de ser a esposa da vilã que retribuía cada ofensa com vingança. E esse vilão era justamente Ji Yan. No folhetim, Ji Yan se vingava de todos os que o haviam prejudicado. A pessoa que lhe deu a droga e armou a cilada perdeu a vida. O pai que recorreu à tortura privada teve o cargo destituído, e toda a família Qi foi exilada. Ela também foi repudiada e, por fim, para não ser maculada, tirou a própria vida. Para mudar o destino da própria família, Qi Yingxue só pôde alimentar o tigre com o próprio corpo e buscar sobreviver em meio ao perigo. Quando finalmente foi até a frente daquele homem alto, cuja presença era feroz como a de um lobo, disse, com coragem misturada a medo: — Nosso casamento é a vontade do soberano. Morar em pátios separados seria desobedecer à vontade do soberano... Ji Yan olhou para a mulher que tremia como se fosse uma peneira e brincou: — Morar no mesmo pátio... é melhor não morrer de susto. * [Tang semificcional] **Sinopse da prévia “Viajar com um Chefão de Volta aos Anos 70”:** A professora do ensino médio Su Yao estava no mesmo carro que o grande investidor que havia doado o prédio escolar quando sofreram um acidente. Ao despertar, ela e o grande investidor não só haviam voltado aos anos 70, como também se tornaram marido e mulher com um casal de filhos. Su Yao virou a vaca de carga da família, sem temperamento algum; já o grande investidor virou o conhecido vagabundo da aldeia. Uma casa em ruínas, miserável e vazia, soprada por todos os lados; os quatro da família estavam com o rosto amarelo e magros de fome. No futuro, o grande investidor certamente fará grande estrago nessa situação de aperto, e ela só precisa segui-lo e ficar deitada, sem fazer nada, para ficar tudo bem — mas isso é assunto para depois. Agora, além de ter de lidar com os membros problemáticos da família, ainda há, à sua frente, um casal de filhos famintos aos berros. E a questão mais difícil e mais constrangedora com a qual ela se depara é: ela ainda é uma donzela intacta, mas já tem um filho que ainda mama. O que ela deve fazer? ——————***
A estação avançava para o outono, e o pátio estava tão silencioso que parecia não haver um único som. As folhas secas, amareladas, acumulavam-se pelo chão sem que ninguém viesse varrê-las.
Uma criada volumosa passou sob o beiral, levando nas mãos uma tigela de remédio escuro como a noite. Ao atravessar o pátio, o vento de seus passos revolveu as folhas caídas.
Ao vê-la, uma criada de rosto afilado estava sentada sob a varanda da casa principal, costurando a sola de um sapato.
A mulher que trazia o remédio aproximou-se e, espiando o interior da casa, perguntou:
— A senhora já acordou?
A criada que costurava respondeu, mal-humorada:
— Acordou, mas parece uma alma perdida; chamo e ela não responde.
A outra, aflita, murmurou:
— Não terá ficado boba da febre?
A criada largou a sola e lançou um olhar para dentro do quarto, pela porta aberta, franzindo ligeiramente a testa.
— Já a examinei. A febre baixou. Deve ser porque está doente. E como o senhor da casa nem veio vê-la, ela acabou assim, como se tivesse perdido o juízo.
Já fazia meio ano que o senhor se casara com Qi; ainda assim, nunca havia posto os pés naquele pátio.
Não só não viera, como nem mesmo no dia do casamento havia entrado no quarto nupcial.
— Se o senhor não vem, por que a senhora não toma a iniciativa? — suspirou a criada do remédio.
A de rosto afilado deixou escapar um sorriso irônico.
— Quando o senhor era policial em Anzhou, foi aprisionado pelo sogro e sofreu castigos privados. Quase perdeu a vida. Imagino que a nossa senhora tema