【Série de O Túmulo dos Ladrões + queridinho do grupo + ídolo de multidão + sem protagonista feminina + sem sistema + “docinho” cotidiano】 Wu Yu era, nominalmente, um órfão. Por que dizer nominalmente? Porque, embora não tivesse pai nem mãe, na prática ele tinha “dois pais” e “um tio” que o criaram por mais de dez anos, e esses dois pais e esse tio insistiam em se chamar de irmão dele. A combinação desses três homens conseguiu criá-lo até os treze anos. Os dois pais se chamavam Zhang Qiling e Hei Xiazi, e o tio se chamava Xie Yuchen. Como esses “dois pais” eram pessoas sem registro oficial, o nome em seu registro ficou sob o nome de “aquele tio” — Xie Wu Yu. O “Xie” do grande chefe Xie é este “Xie”…? Vocês estão me intimidando porque eu não tenho cultura! Wang Pangzi olhou para Wu Yu e pensou profundamente por um momento: ...O gordo virou um serviçal de chá na frente desse garoto? Não mexa numa panela sem necessidade. Wu Xie: embora esse garotinho seja jovem, ele é bonito demais. —————— Seu sol, mais uma vez, mergulhou no ocaso.
A neve das Montanhas Changbai é fria, desolada e solitária. Sob essa alvura se escondem inúmeros segredos desconhecidos. Uma silhueta negra avança a pé pela neve, deixando suas pegadas na vastidão selvagem. Sobre as costas eretas, carrega uma antiga lâmina negra cuja bainha exibe traços dourados que se estendem como vinhas; uma mochila pequena balança com descuido. A cordilheira nevada, que à primeira vista inspiraria melancolia, é, contudo, levemente envolvida por… alegria. Uma alegria semelhante ao vento e à neve que uivam sem cessar, caprichosos e intermináveis. “Iá…” Uma vozinha manhosa e infantil emerge abafada do peito do homem, suave como se presa em um espaço exíguo. “Abafado…” Sob o casaco de Zhang Qiling repousa um bebê de pouco mais de um ano; ele esforça-se por tirar a cabecinha do colarinho, exala uma série de baforadas brancas e, com olhos de obsidiana, observa o homem como quem estuda atentamente cada traço. Zhang Qiling ergue a mão de dedos ossudos e a pousa sobre a cabeça do pequeno, protegendo-o do vento que gira e açoita. Inclina o olhar para ele: um olhar leve, porém denso, carregado de palavras que não se esgotam, transbordando o júbilo de quem reencontra o que julgava perdido. Um grande e um pequeno, no silêncio absoluto de um mundo desabitado, fitam-se: um perplexo, outro reservado. Por fim, as pontas dos dedos roçam com delicadeza o alto macio dos cabelos. O olhar se perde por um instante, como imerso em lembranças de eras separadas por séculos, até que o calor do menino o traz de volta. Seguro e são. Feliz e sem inquietação. “Wu Yu…” “Que tal te