Fang Cheng teve a cabeça decepada. Fang Cheng teve o coração perfurado. Fang Cheng teve a boca cheia de alho. Fang Cheng foi arrastado para o sol escaldante. Fang Cheng foi esquartejado por inimigos enfurecidos. Fang Cheng ressuscitou e, de braços abertos diante de seus algozes, declarou: “Na verdade, eu não sou um vampiro!” Mas todos bradaram, furiosos: “Só um tolo acreditaria em você!”
União de Renovação Humana do Leste Asiático, Distrito 11, a desafortunada cidade de Tóquio.
Era noite profunda, nas ruas após a chuva.
O ar havia sido renovado, e as poças no chão refletiam, de longe, as luzes multicoloridas dos neons.
Diversas câmeras espalhadas pelas esquinas e becos estavam quebradas, com peças espalhadas pelo chão; a tela LED sobre a loja de conveniência piscava incessantemente uma frase em vermelho vivo.
“Por favor, cidadãos, retornem para suas casas o mais rápido possível e evitem sair.”
...
Ísis ergueu-se na ponta dos pés, desviando com leveza de uma poça tingida de sangue.
Atrás dela, a rua era um cenário devastado por uma tempestade, repleta de marcas de destruição.
No chão jaziam, espalhados, mais de uma dezena de corpos irreconhecíveis; pelas roupas e equipamentos, eram soldados.
“Cof, cof...”
O súbito som de tosse fez Ísis parar antes de partir.
Ela olhou para trás; num canto, o único cadáver vestido com roupas casuais surpreendentemente sentou-se.
Na percepção de Ísis, assim como os outros soldados mortos, aquele corpo estava completamente morto.
Mas agora, voltou à vida.
“Cof, cof...”
Fang Cheng lutou para se levantar, apoiando-se com uma mão na parede, com um olhar atônito.
Um instante antes, estava agachado no banheiro de casa jogando no celular; no seguinte, trocou de corpo e apareceu numa rua desconhecida.
A cena diante dele o deixou boquiaberto. Teria acabado de atravessar e já caiu num campo de batalha?
Ou seria um cenário de fi